MST confirma Rosa Amorim na disputa por vaga na Câmara Federal por Pernambuco
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou a pré-candidatura da deputada estadual Rosa Amorim (PT) à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Segundo o movimento, a decisão de lançar Rosa Amorim para a disputa por uma das 25 vagas de Pernambuco na Câmara Federal faz parte de uma estratégia para ampliar a representação de parlamentares alinhados às pautas defendidas pelo MST no Congresso Nacional.
De acordo com a deputada, a candidatura foi construída de forma coletiva pelo movimento. Rosa afirmou que o objetivo é fortalecer a base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Legislativo e ampliar a presença de parlamentares comprometidos com pautas sociais.
A parlamentar também criticou a atuação do Congresso Nacional, afirmando que a atual composição tem dificultado o avanço de propostas defendidas pelo governo federal e pelos movimentos sociais.
Estratégia do MST
O MST avalia que, apesar da importância da atuação de vereadores e deputados estaduais, as principais decisões sobre os rumos do país são tomadas no Congresso Nacional. Por isso, a estratégia da organização para as eleições de 2026 prioriza a eleição de representantes para a Câmara dos Deputados.
Nos últimos anos, o movimento passou a incentivar a participação de militantes nas disputas eleitorais. Em 2022, elegeu deputados federais e estaduais, e, em 2024, ampliou sua presença em câmaras municipais com a eleição de vereadores em diferentes estados.
Trajetória
Natural de um assentamento da reforma agrária em Caruaru, Rosa Amorim é deputada estadual em primeiro mandato e integra o Partido dos Trabalhadores (PT).
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), preside a Comissão de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal e coordena a Frente Parlamentar de Combate à Fome e à Insegurança Alimentar e Nutricional.
Rosa também é autora de projetos e leis voltados à promoção da igualdade racial, do combate à intolerância religiosa, da inclusão de povos tradicionais e da criação de cotas para pessoas negras, quilombolas e indígenas em concursos públicos estaduais.
